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Policlínica realiza cirurgias em crianças cardiopatas

Matheus Auzani - Diário do Sudoeste - 19 de maio de 2009 - Pato Branco - PR - pág. A13

O serviço de cirurgia cardíaca da policlínica Pato Branco ganhou reconhecimento nacional. Neste ano, a casa hospitalar foi credenciada na CNRAC (Centra Nacional de Regulação de Alta Complexidade) do SUS (Sistema Único de Saúde). Na pratica,isso significa que o Serviço de Cirurgias Cardíacas do hospital pato-branquense foi autorizado a realizar cirurgias cardíacas  em bebês e crianças com problemas no coração que são provenientes de outras regiões do país. De acordo com o cirurgião cardíaco e chefe do serviço de Cirurgias, Paulo Giublin, existe um problema muito grave no Brasil,com relação às cirurgias cardíacas infantis.” O número de serviços que prestam esse tipo de serviço ainda é muito reduzido.Em função disso,decidimos atender crianças de várias regiões do país’’, destacou o médico.
Giublin observou que o credenciamento junto à CNRAC é o reconhecimento da busca pela qualidade nos serviços prestados de alta complexidade. ’’A ausência ou a pouca disponibilidade de cirurgias desse tipo nas regiões norte e nordeste do Brasil são motivos para que as cirurgias cardíacas em crianças sejam realizadas em Pato Branco e em outros locais do Brasil’’. Explicou. Segundo ele desde o início do mês a Policlínica está fazendo esse tipo de cirurgia “Estamos abrindo as fronteiras. Já fizemos cinco cirurgias cardíacas pediátricas e amanhã faremos mais uma”, explicou.  


Cirurgias
As duas primeiras cirurgias foram realizadas no início do mês. ”Uma menina com oito meses de vida, Várzea, na Paraíba, passou por procedimento para correção de comunicação interventricular no dia 7 de maio; um menino de um ano e três meses, vindo também da Paraíba, passou pelo mesmo procedimento no dia 11 de maio”, lembrou o médico. Outros dois meninos com quatro anos de idade estão internados na policlínica aguardando as cirurgias. ”Um é de Taquarana (Alagoas) e apresenta insuficiência aórtica; o outro é de Araguaíana (Tocantins) e precisa de correção de comunicação interventricular”, completou Giublin.  
Até agora, segundo o médico, os resultados foram todos positivos. ”Estamos trabalhando com cirurgias cardíacas há dez anos. Isso faz com que o nosso trabalho seja qualificado em função da experiência”, salientou. Segundo ele, hoje no Paraná existem apenas cinco serviços de cirurgia cardíaca pediátrica. ”A Policlínica é uma delas. No próprio País temos poucos hospitais que oferecem esse tipo de intervenção”, ressaltou.


O contato
 Para Giublin o contato feio com a CNRAC e com os pacientes é fundamental. A central é composta por secretários e médicos que fazem a tiragem dos pacientes. Após a tiragem é enviado um laudo com o resumo do caso. ”Com o laudo em mãos, trabalhamos em cima de um relatório que enviamos para central, comunicando se é necessária a indicação cirúrgica. Muitas vezes paciente pode se deslocar e não ser necessário fazer a cirurgia. Temos que analisar caso a caso”, explicou.
Depois que é enviado o relatório a CNRAC faz o logística necessária que é o transporte do paciente. ”Geralmente a criança tem que vir de avião até Curitiba e depois até Pato Branco”, completou. Segundo Giublin a demanda no Brasil está aumentando a cada dia. ”Precisamos atender a toda demanda”, destacou.


Pós-operatório
 De acordo com o pediatra da UTI Neonatal e Pediátrica, Fernando Rios Fonseca, o pós-operatório dessas crianças é bem mais complexo do que de um adulto, por exemplo. Para ele, os cuidados e o monitoramento das crianças que fazem cirurgia devem ser mais intensivos. ”Temos que ter uma UTI preparada para esses cuidados”, explicou.


Regiões
 O hospital está atendendo crianças das regiões norte e nordeste do Brasil. Porém os médicos também não deixam de se preocuparem com os casos da região sudeste do Paraná. ”Estamos detectando muitos casos de crianças cardiopatas na região. O diagnóstico antecipado facilita tratamento dessas crianças”, salientou Fonseca.
Após a alta da criança, os médicos continuam tendo contato para saberem como está indo a recuperação. ”Médico de lá acompanham o andamento e ficam sempre em contato conosco para um possível consulta ou, algumas vezes, a criança precisa retornar a Pato Branco. Tudo é possível”, explicou Fonseca.
Para ele esse contato feito após a alta do paciente é fundamental para o bom desempenho e a recuperação da criança. ”Temos um cuidado desde a chegada do paciente até o término do tratamento. Nosso objetivo é ver a criança bem”, salientou o médico. A policlínica já é referência em atendimentos cardíacos, já que há anos vem trabalhando no setor. ”A cada dia a equipe da policlínica está se atualizando e colocando em prática a experiência adquirida no decorrer dos anos”, finalizou Fonseca.           

 

 

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